logo amllogo aml

logo aml

logo instagram

 

OS ONZE PRIMEIROS ANOS DE EXISTÊNCIA DA ACADEMIA MATO-GROSSENSE DE LETRAS

A criação, constituição e vida intelectual do Centro Matogrossense de Letras

1921-1932

Elizabeth Madureira Siqueira

 

nossa historia

Durante o século XVIII, a história de mato Grosso esteve intimamente atrelada a questões geo-políticas, sendo que da parte cultural muito pouco conhecemos, a não ser informações esparsas sobre a existência de algumas aulas régias, a apresentação de peças teatrais e trabalhos de escultores responsáveis por grande parte do atual acervo de arte sacra.

No século seguinte, até pelo menos, a primeira metade, reproduziu-se o cenário colonial, sendo que o grande marco de transformação regional está ficando a partir de 1870, marcado pela abertura da navegação pelo Rio Paraguai, via estuário do Rio da Prata, aquavia através da qual penetrou em Mato Grosso não somente capital e maquinaria estrangeiros, mas também novas idéias e, especialmente, novas formas de comunicação.

Atrelado a esse movimento, o sistema educacional, já institucionalizado, a partir da constituição de 1824, através do corpo legislativo, ganhou força com o Ato Adicional (1834) e da Lei de 15 de outubro de 1827, quando a instrução primária e secundária deixaram de ser uma responsabilidade do governo central para ficar à cargo do Presidente da província e da Assembléia legislativa a partir de 1835, ano que marcou o inicio dos trabalhos legislativos em Mato Grosso.

O ensino primário, tão somente, não fora capaz de congregar um grupo de pensadores regionais, porem, a criação dos estudos secundários iniciados pelo Seminário da Conceição e mais tarde com o Liceu Cuiabano, ensejaram o surgimento de um grupo de intelectuais responsável não somente pela formação dos jovens, mas, também, pelo seu encaminhamento nos estudos superiores junto aos centros mais avançados da época – Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Rio Grande. Estes jovens retornavam a Mato Grosso trazendo bagagem de conhecimentos adquiridos e desejando, naturalmente, estimular estudos e pesquisas sobre a realidade regional.

Foi esse grupo, em 1919, o grande responsável pela fundação do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, o qual teria como tarefa não somente resgatar e preservar a documentação histórica regional, como, também, promover, no interior da instituição, debates e discussões que fossem capazes de interferir no cenário político-cultural de Mato Grosso.

 

 Clique nas datas para visualizar os conteúdos.

{accordion title="1921"}

 nossa historia fundacao

 

MAIO

Dois anos após a fundação do Instituto Histórico, esse mesmo grupo fundou o centro Matogrossense de Letras, instituição que, após 11 anos, daria nascimento à atual Academia Matogrossense de letras. Para a criação oficial do Centro, um grupo de 12 intelectuais se reuniu, a 22 de maio de 1921, para articular a criação do organismo. Os componentes desse grupo embrionário, considerados Sócios Fundadores, foram:

Sócios Fundadores
OrdemNome
01 D. Francisco de Aquino Corrêa
02 José de Mesquita
03 Larapine Ferreira Mendes
04 João Barbosa de Faria
05 Estevão de Mendonça
06 Miguel Carmo de Oliveira Mello
07 Carlos Gomes Borralho
08 Cesário da Silva Prado
09 Philogonio de Paula Corrêa
10 João Cunha
11 Virgílio Corrêa Filho
12 Franklin Cassiano da Silva

 

Estes 12 membros, na mesma reunião de 22 de maio, estabeleceram que o Centro Matogrossense de Letras seria composto de 12 Sócios Fundadores os quais, através de uma Comissão, escolheriam os 12 Sócios Efetivos, compondo, dessa forma, o quadro inicial da Instituição. Faziam parte desta Comissão Jose de Mesquita, Estevão de Mendonça, Philogonio de Paula Corrêa e por Virgílio Corrêa Filho. Nessa mesma reunião, ficou ainda resolvido que o Centro poderia se constituir de ilimitado número de sócios correspondentes, indicados, através de proposta, pelos membros efetivos e/ou fundadores. Da mesma forma, ficou estabelecido que cada um dos 24 sócios deveria, obrigatoriamente, apresentar um trabalho de elogio ao Patrono da Cadeira ocupada.

 

JUNHO

Uma segunda reunião se deu, ainda em caráter preparatório, a 05 de junho do mesmo ano, na qual apresentou-se a lista dos 12 Patronos, escolhidos pelos 12 Sócios Fundadores:

Patronos
OrdemNome
01 Amâncio Pulchério de França
02 Padre Ernesto Camilo Barreto
03 Francisco Catarino
04 Joaquim Mendes Malheiros
05 Joaquim Murtinho
06 José Barbosa de Sá
07 Padre José da Silva Guimarães
08 José Tomás
09 Luís d’Alincourt
10 Manuel Esperidião da Costa Marques
11 José Antonio Pimenta Bueno
12 Veiga Cabral

 

A estes 12 patronos, deveriam ser acrescidos mais 12 escolhidos por uma Comissão, quando o quadro dos 24 Sócios estivesse completo. Nessa mesma reunião, Estevão de Mendonça propôs os nomes de Ulisses Cuiabano e de Ana Luiza da Silva prado para sócios efetivos, tendo feito o mesmo Jose de mesquita, apresentando Palmiro pimenta e, Virgílio Corrêa Filho, apresentando o Desembargador Augusto Cavalcanti.

Na terceira reunião preparatória, ocorrida a 19 de junho, tomaram posse os sócios efetivos Augusto Cavalcanti, Palmiro Pimenta e Ulisses Cuiabano, tendo ainda sido apresentados, por José de Mesquita, o nome de José Magno da Silva Pereira e, por Lamartine Mendes, o de Otávio Cunha, para integrar o quadro dos sócios efetivos. Nessa mesma reunião, foram discutidos os princípios básicos que regeriam o Estatuto do Centro Matogrossense de letras.

 

JULHO

Na quarta reunião preparatória, transcorrida a 03 de julho, tomou posse José magno da Silva Pereira, tendo, na mesma ocasião, sido propostos mais 4 nomes para compor o quadro dos sócios efetivos: por José de Mesquita, o nome de Joaquim Gaudie de Aquino Corrêa; por Virgílio Corrêa Filho, o nome de Leovegildo Martins de Mello; por Cesário da Silva Prado, o nome de Raul Vilá por Estevão de Mendonça, o nome de Manuel Pais de Oliveira.

A posse dos três primeiros, se deu na reunião seguinte, a 17 de julho, momento em que foi lido um ofício de agradecimento de José Raul Vilá, por ter sido indicado como sócio efetivo. Nessa mesma sessão, a sócia fundadora, Ana Luiza da Silva Prado propõe o nome de Antonio Fernandes de Souza para sócio efetivo, tendo feito o mesmo, um grupo de três sócios fundadores, apresentando o nome de Manoel Xavier Paes Barreto. Nessa mesma reunião, deu-se prosseguimento à discussão do Estatuto.

As posses de Manoel Xavier Paes Barreto, José Raul Vilá e Antonio Fernandes de Souza se deram na reunião seguinte, transcorrida a 07 de agosto de 1921, momento em que se completou o quatro dos 24 sócios do Centro Matogrossense de Letras, com a designação dos mesmos por número de Cadeira por seus respectivos Patronos:

Cadeiras, Patronos e os Primeiros Ocupantes
CadeiraPatrono1º Ocupante
01 Amâncio Pulchério José Raul Vilá
02 Antonio Corrêa da Costa Virgílio Corrêa Filho
03 Barão de Melgaço Estevão de Mendonça
04 Couto de Magalhães José de Mesquita
05 Ernesto Camilo Barreto (Padre) Leovegildo Martins de Melo
06 Francisco Catarino Ana Luiza da Silva Prado
07 Frederico Prado João Cunha
08 João Severiano da Fonseca Carlos Borralho
09 Joaquim Mendes Malheiros Augusto Cavalcanti de Melo
10 Joaquim Murtinho Joaquim Gaudie de A. Corrêa
11 José Barbosa de Sá Manoel Paes de Oliveira
12 José Delfino da Silva Lamartine Ferreira Mendes
13 José Estevão Corrêa Philogonio de P. Corrêa
14 José Manoel da Siqueira (Padre) D. Francisco de Aquino Corrêa
15 José da Silva Guimarães (Cônego) Manuel X. P. Barreto
16 José Tomás de Almeida Serra Ulisses Cuyabano
17 Luís d’Alincourt Antonio Fernandes de Souza
18 Manuel Esperidião da Costa Marques Otávio da Cunha
19 Francisco A. Pimenta Bueno José M. da S. Pereira
20 Ramiro de Carvalho Franklin Cassiano da Silva
21 Ricardo Franco de Almeida Serra Miguel Carmo de Oliveira Melo
22 Veiga Cabral Palmiro Pimenta
23 Vieira de Almeida Cesário Prado
24 Visconde de Taunay João Barbosa de Faria

 

Nessa mesma sessão, foi eleita a primeira Diretoria do centro Matogrossense de Letras, assim como aprovados seus Estatutos:

Primeira Diretoria
CargoOcupante
Presidente José de Mesquita
Vice-Presidente Virgílio Corrêa Filho
1º Secretario Philogonio de Paula Corrêa
2º Secretario Lamartine Mendes
Tesoureiro Ana Luiza da Silva Prado
Comissões Redação / Admissão de Sócios / Festividades

 

SETEMBRO

A sessão de Instalação do Centro Matogrossense de Letras se deu a 07 de setembro, ocasião em que presidiu a mesa D. Francisco de Aquino Corrêa, tendo sido responsável pela direção da sessão, Henrique Florence que, no momento, ocupava o cargo de Secretário de Agricultura do Estado. Nessa ocasião tomou posse a primeira Diretoria, tendo o discurso inaugural sido proferido por D. Francisco de Aquino Corrêa e a festividade abrilhantada com parte lítero-musical. Este importante marco da trajetória literária de Mato Grosso foi registrada oficialmente na ata que se segue:

icone pdf 100

 

A primeira sessão de trabalho se deu a 18 de setembro, quando tomou posse da Cadeira 11 Manuel Pais de Oliveira. Nessa mesma ocasião, o presidente, José de Mesquita ofertou à instituição, uma coleção de obras:

- MESQUITA, José de – Poesias;
- BILAC, Olavo – Tarde;
- LOBATO, Monteiro – Urupês;
- LOBATO, Monteiro – Idéias de jeca tatu;
- LOBATO, Monteiro – Onda verde;
- CAMPOS, Humberto de – Mealheiro de Agrippa;
- ANDRADE, Goulart de – Numa Nuvem;
- CEARENSE, Catulo – meu sertão;
- CEARENSE, Catulo – Sertão em flor;
- MOREIRA, Albertino – Vôo nupcial.

Considerando que esta foi a primeira reunião de trabalho, foram apresentados os nomes  de Rosário Congro (por Joaquim Gaudie de Aquino Corrêa), Generoso de Siqueira (por Virgílio Corrêa Filho), Arlindo de Andrade (por José de Mesquita), João Cristião Carstens (por Palmiro Pimenta), para sócios correspondentes.

Estevão de Mendonça, sócio fundador, propôs que a instituição fizesse gestões, junto à Assembléia Legislativa estadual, para a construção de um teatro em Cuiabá, assim como Presidente José de Mesquita, propôs que a mesma Assembléia declarasse o Centro como organismo de utilidade publica, e que se solicitasse, junto à Presidência do Estado, uma sala para o funcionamento da entidade. Nesse mesmo encontro, foram discutidos os artigos que deveriam compor a Revista nº 1 do Centro Matogrossense de Letras.

 

OUTUBRO

A segunda sessão de trabalho se deu a 23 de outubro, quando foram propostos e aprovados os seguintes nomes para sócios correspondentes: Humberto de Campos, Monteiro Lobato, Francisco Mariani Wanderlei, Cesarino Ramos, Rosário Congro, Cristião Carstens, Generoso de Siqueira e Arlindo de Andrade.

Nessa mesma sessão, foi nomeada uma Comissão para exame da planta do futuro Teatro, a ser construído em Cuiabá. Da mesma forma, a Comissão que fora designada para solucionar a questão do espaço físico para funcionamento do Centro se dissolveu, por cumprimento da missão à qual fora designada, pois conseguira, junto ao governo estadual, uma sala continua à Diretoria era da Instrução Publica; deliberou-se o mês de novembro para a realização de Conferencias Literárias, as quais teriam por temática e elogios os Patronos das Cadeiras; igualmente, ficou decidido o envio de um telegrama para Rui Barbosa, cumprimentado-o pela passagem de seu natalício.

 

NOVEMBRO

No mês seguinte, a 13 de novembro, foram admitidos, como sócio correspondentes, Ítrio Corrêa da Costa e Pedro Troy.

Em 18 de dezembro, ultima reunião do ano de 1921, a Comissão de Admissão de sócios aprovou a entrada, na categoria de correspondentes, de Ítrio Corrêa da Costa e Pedro Troy, sendo o primeiro de Campo Grande e o segundo de Santo Antonio do Rio Abaixo (Sto. Antonio do Leverger). Nesta mesma sessão ficou deliberada a data da segunda conferencia a ser proferida por Virgílio Corrêa Filho, qual versaria sobre o Patrono de sua Cadeira, Antonio Corrêa da Costa. Na mesma ocasião, a Comissão de Redação comunicou o lançamento em janeiro do ano seguinte, do 1º numero da Revista do Centro Matogrossense de Letras, José Raul Vilá propôs que se comemorasse, em sessão extraordinária, a morte de Olavo Bilac, o que se deu na sessão seguinte.

 

{accordion title="1922"}

JANEIRO

A quinta sessão ordinária ocorreu a 15 de janeiro, momento em que foi constituída uma Comissão para parabenizar Pedro Celestino Corrêa da Costa pela sua posse junto ao governo estadual. Ficou ainda estabelecido que o Sr. Benedito A. London seria o agente da Revista do CML., e marcado, para maio seguinte, a seqüência das conferencias, tendo sido escalado para fazer o elogio a seu patrono Antonio Vieira de Almeida, Cesário Prado.

A 29 de janeiro, foi realizada uma sessão extraordinária, quando foram criadas as “Honras Literárias”, reuniões intelectuais que marcarão profundamente a vida do Centro, pelo dinamismo e como espaço de expressão e divulgação das produções literárias.

 

ABRIL

A 6ª sessão ordinária deu-se a 19 de fevereiro, quando foi discutida a organização da “Hora Literária”. A sessão ordinária seguinte, 09 de abril, foi dedicada à montagem do Sarau lítero-musical e discutidos assuntos referentes à edição da Revista.

 

JUNHO

A 02 de julho do mesmo ano, José de Mesquita se despede dos acadêmicos, por seguir viagem para Três Lagoas, solicitando, oficialmente, licença para tanto. Nesta mesma reunião, foi discutida programação do Festival a ser realizado no mês de agosto.

 

AGOSTO

A 15 de agosto, o Centro Matogrossense de Letras reuniu-se extraordinariamente, para eleição da nova Diretoria, tendo sido o resultado:

Nova Diretoria
CargoOcupante
Presidente José de Mesquita
Vice-Presidente Virgílio Corrêa Filho
1º Secretario Philogonio de Paula Corrêa
2º Secretario Palmiro Pimenta
Tesoureiro Ana Luiza da Silva Prado
Comissões Redação / Admissão de Sócios / Festividades

Nessa ocasião, Virgílio Corrêa Filho solicitou desobriga do cargo de Vice-Presidente, por ter que se ausentar de Cuiabá.

Na sessão ordinária de 27 de agosto, foram lidas as condolências pelo falecimento de Leovegildo Martins de Mello (Cadeira nº 5), assim como foram propostos aos nomes de Soter Caio de Araújo e de Fabio Guimarães para sócios correspondentes. Marcada, nessa ocasião, a 5ª Conferencia, a ser proferida por Estevão de Mendonça, tendo por tema o Barão de Melgaço.

Ao final da sessão, foi dada como vaga a Cadeira nº 5, deliberando-se pelo seu anuncio através de edital, com prazo de 60 dias para seu preenchimento.

 

SETEMBRO

A sessão de 07 de setembro, comemorativa ao primeiro ano, foi dedicada à leitura do Relatório, pelo Presidente, José de Mesquita.

 

NOVEMBRO

Na 10ª sessão ordinária, datada de 12 de novembro, discutiu-se o preenchimento da Cadeira nº 5, assim como foram escolhidos os artigos que constituíram a revista nº 3. Nessa mesma ocasião, foram manifestados votos de congratulação a Philogonio de Paula Corrêa, por ter o mesmo representado Mato Grosso junto ao Congresso de Ensino, realizado no Rio de Janeiro.

 

DEZEMBRO

A sessão de 01 de dezembro, dedicada ao preenchimento da Cadeira nº, teve por base a proposta apresentada por Palmiro Pimenta, Miguel Carmo de Oliveira Melo, Carlos Borralho e João Cunha, sugerindo o nome de Ovídio de Paula Corrêa para seu preenchimento. A indicação foi plenamente aprovada.

Nessa mesma ocasião, foi lida uma carta de Estevão de Mendonça desligando-se do Centro, posicionamento rejeitado pelo conjunto dos membros presentes.

Em 24 de dezembro, tomou posse, na Cadeira nº 5, Ovídio de Paula Corrêa, tendo sido marcada sua posse solene para outra ocasião, momento em que o acadêmico eleito proferiria um elogio ao Patrono, Padre Ernesto Barreto. Nesta mesma reunião ficou marcada para 17 de fevereiro, do ano seguinte, a realização o 2º Festival, acompanhado da conferencia a ser proferida por Antonio Fernandes de Souza, elogio a Luís d’Alincourt.

{accordion title="1923"}

JANEIRO

O tema do referido Festival, igualmente, motivou a sessão de 22 de janeiro.

 

MARÇO

Em 18 de março, do mesmo ano, o Centro Matogrossense de Letras se fez representar junto aos funerais de Rui Barbosa, na pessoa de João Barbosa de Faria. Nesta mesma sessão, efetuou-se a leitura de uma carta de José Magno da Silva Pereira renunciando de seus encargos junto à instituição, cuja discussão foi adiada. Marcada para 21 de abril a posse solene de Ovídio de Paula Corrêa e resolução sobre a constituição de Benedito London como agente da Revista do Centro.

 

ABRIL

A 15 de abril, foram declaradas vagas as Cadeiras nº 10 e nº 15, patrocinadas, respectivamente, por Joaquim Murtinho e pelo Cônego José da Silva Guimarães, motivadas pela mudança, de Cuiabá, de seus ocupantes, Joaquim Gaudie de Aquino Corrêa e de Manuel Xavier da Silva Pereira. Nesta mesma sessão deliberou-se pela desconsideração do pedido de renuncia de José Magno da Silva Pereira, tendo sido designada uma Comissão para fazer-lhe uma visita objetivando removê-lo de seu propósito. Marcada a 7ª Conferencia, sob o encargo de Otávio Cunha, o qual faria elogio a Manuel Esperidião da Costa Marques, patrono de sua Cadeira.

 

JUNHO

Na sessão extraordinária, de 20 de junho, inscrevera-se Oscarino Ramos, à Cadeira 10 e Alcindo Camargo à 15. Ambos tiveram nomes aprovados, sendo que suas posses foram marcadas para 7 de setembro, tendo sido designado ara recepcioná-los José Raul Vilá, foi igualmente, marcada sessão especial para o elogio de Otávio Cunha a Esperidião da Costa Marques.

 

AGOSTO

A 15 de agosto foi realizada outra sessão extraordinária dedicada à eleição da nova Diretoria, empossada a 07 de setembro, sendo que no momento assim a mesma constituída:

Nova Diretoria
CargoOcupante
Presidente José de Mesquita
Vice-Presidente Virgílio Corrêa Filho
1º Secretario Philogonio de Paula Corrêa
2º Secretario Palmiro Pimenta
Tesoureiro Franklin Cassiano da Silva
Comissões Redação / Admissão de Sócios / Festividades

 

SETEMBRO

Na 15ª sessão ordinária, de 23 de setembro, foi aprovado o balancete apresentado pelo procurador Benedito London, assim como foi marcada, para 12 de outubro, o elogio que Otávio Cunha proferiria a seu Patrono, Manuel Esperidião da Costa Marques, o mesmo tendo ocorrido com Palmiro Pimenta, na sessão de 10 de fevereiro, que teve o seu elogio, a Prudêncio Giraldes Tavares da Veiga Cabral, igualmente datado.

{accordion title="1924"}

ABRIL

A 06 de abril foi preenchida a cadeira nº 6, patrocinada por Francisco Catarino, cujo eleito foi Isác Povoas. Nessa mesma sessão foi nomeada uma Comissão para estabelecer os entendimentos, junto à Associação Literária Cuiabana, na doação de sua biblioteca ao Cetro Matogrossense de Letras. Nesta mesma sessão ficou agendado para 13 de maio o próximo Festival, momento em que Palmiro Pimenta proferiria o elogio a Veiga Cabral.

 

JUNHO

Na sessão ordinária de 15 de junho foi analisada a proposta de admissão, como sócio correspondente no Rio de Janeiro, de Alírio de Figueiredo. Foram também arcadas as datas para a Conferencia a ser proferida por José Magno da Silva e a homenagem a Machado de Assis, a ser feita por Cesário da Silva Prado. Resolvidos pelo adiamento da posse de Isác Povoas, por motivo de doença e pela constituição de uma Comissão de pêsames a D. Francisco de Aquino Corrêa, pela morte de seu progenitor.  

 

JULHO

Em sessão de 14 de julho ficou marcada a conferencia que Cesário da Silva Prado proferiria sobre Machado de Assis. Foi, nessa ocasião, aprovado um voto de louvor ao restabelecimento da paz publica, após o movimento de 1924.

 

AGOSTO

Nova Diretoria foi eleita na sessão de 15 de agosto ficando assim constituída:

Nova DIretoria
CargoOcupante
Presidente José de Mesquita
Vice-Presidente Virgílio Corrêa Filho
1º Secretario Philogonio de Paula Corrêa
2º Secretario Palmiro Pimenta
Tesoureiro Ovídio de Paula Corrêa
Comissões Redação / Admissão de Sócios / Festividades

 

Nessa mesma sessão foi marcada a posse de Isác Povoas, tendo, na ocasião, sido destacado para recepcioná-lo Ovídio de Paula Corrêa, assim como nomeada uma Comissão para redação do Regimento Interno do Centro e discussão sobre os preparativos para a inauguração, a 7 de setembro, da sua Biblioteca.

 

SETEMBRO

Sessão especial de posse foi realizada nessa ultima data quando foi lido o Relatório da Diretoria anterior, assim como aprovado o projeto do regimento Interno do Centro.

 

OUTUBRO

Na 21ª sessão ordinária, ocorrida a 19 de outubro, foram propostos João de Campos Vidal e Alírio de Figueiredo como sócios correspondentes, respectivamente em Cáceres e em Três Lagoas. Nessa mesma ocasião, foram aprovadas as contas da instituição. Somente na reunião de 07 de dezembro, Palmiro Pimenta foi substituído, como 2º secretário, por Oscar Ramos.

{accordion title="1925"}

JANEIRO

Na primeira reunião do ano, a 04 de janeiro, Ulisses Cuyabano comunicou mudança de residência para Santo Antonio do Rio Abaixo (Sto. Antonio do Legerver), solicitando, na ocasião, sua transferência para sócio correspondente. Neste momento, a Cadeira 16, ocupada por ele, foi considerada, então, vaga. Nesta mesma sessão foram admitidos, como sócios correspondentes, Cleômedes de Campos e João Campos Vidal, como também foi designada uma Comissão para organização do festival, a ser realizado em 22 de janeiro do mesmo ano, ocasião em que João Cunha proferiria um elogio ao Patrono, Frederico Prado.

 

FEVEREIRO

Em 08 de fevereiro foram propostos os nomes de Xavier Marques, da Bahia, Cleômedes de Campos e de Mário de Lima (Belo Horizonte) para sócios correspondentes. Aprovação dos Estatutos. Marcada, para 14 de março, a posse de Isác Póvoas. Eleição de duas Comissões para organização do Festival, momento em que se daria boas-vindas a D. Francisco de Aquino Corrêa.

 

MARÇO

Na 25ª sessão, de 15 de março, Antonio Cesário de Figueiredo Neto se inscreveu e teve seu nome aprovado no preenchimento da Cadeira 16, vaga pela transferência de Ulisses Cuyabano a sócio correspondente. Aprovação dos nomes de Xavier marques e de Mario de Lima para sócios correspondentes. Informes sobre o Festival a ser realizado, momento da posse de Isác Póvoas.

 

AGOSTO

Em 15 de agosto, foi eleita a nova Diretoria:

Nova Diretoria
CargoOcupante
Presidente José de Mesquita
Vice-Presidente Virgílio Corrêa Filho
1º Secretario Philogonio de Paula Corrêa
2º Secretario Palmiro Pimenta
Tesoureiro Ovídio de Paula Corrêa
Comissões Redação / Admissão de Sócios / Orçamento

 

NOVEMBRO

A posse dessa Diretoria se deu a 08 de novembro do mesmo ano.

 

DEZEMBRO

Nessa mesma sessão, foi marcado, para 12 de dezembro, a comemoração do centenário de falecimento do Padre Manuel de Siqueira, momento em que D. Francisco de Aquino Corrêa proferiria elogio ao mesmo, Patrono de sua Cadeira.

{accordion title="1926"}

JANEIRO

Durante a 29ª sessão ordinária – 10 de janeiro – foi aprovado o nome de Carlos Vandoni de Barros para sócio correspondente em Corumbá, assim como designada uma Comissão de boas-vindas e recepção ao Presidente do Estado, Mário Corrêa. Nessa mesma ocasião, foram aprovadas as contas do Centro e designada uma Comissão de visita a Virgílio Corrêa Filho, levando os agradecimentos por sua valiosa colaboração junto à Secretaria Geral. Informes sobre o andamento dos trabalhos da Revista.

Na sessão extraordinária de 17 de janeiro foi aprovado o nome de Carlos Vandoni (de Corumbá) como sócio correspondente e organizada uma Comissão de boas-vindas a Carlos Borralho, em seu regresso a Cuiabá, assim como uma outra de despedida a Virgílio Corrêa Filho, por sua viagem ao Rio de Janeiro.

 

MARÇO

Na sessão de 14 de março foi aprovado o programa de Conferencia e marcada a 4ª Hora Literária, assim como o envio, à Assembléia Legislativa, de requerimento solicitando a transferência do Centro Matogrossense de Letras em organismo de utilidade publica.

 

ABRIL

Na sessão de 08 de abril ficou resolvido pelo adiamento, de 25 de abril para 30 de maio, da 4ª Hora Literária, momento em que se comemoraria a morte de José Barbosa de Sá, patrono da Cadeira ocupada por Manuel Pais de Oliveira, ocasião em que o mesmo faria um elogio ao cronista e Patrono.

Nessa mesma data, foram aprovados os nomes do prof. Francisco Ferreira Mendes (Rosário), Glicério Povoas (Ponta-Porã),  Esequiel Fraga (Araguaia) e José Bonifácio de Albuquerque (Miranda), como sócios correspondentes.

 

AGOSTO

Como em todo mês de agosto, a 15, procederam-se às eleições da nova Diretoria:

Nova Diretoria
CargoOcupante
Presidente José de Mesquita
Vice-Presidente Virgílio Corrêa Filho
1º Secretario Philogonio de Paula Corrêa
2º Secretario Palmiro Pimenta
Tesoureiro Ovídio de Paula Corrêa
Comissões Redação / Admissão de Sócios / Orçamento

 

SETEMBRO

Essa Diretoria foi empossada a 07 de setembro.

 

DEZEMBRO

Em sua primeira reunião, a 05 de dezembro, foram admitidos como sócios correspondentes: Gaspar Guimarães (Manaus), Henrique S. Rosa (Belém), Domingos Barbosa (S. Luís), Abdias Neves (Terezinha), Antonio Sales (Fortaleza), Henrique Castriciano (Natal), Carlos D. Fernandes (Paraíba), Mario Sette, (Recife), Adalberto Marroquim (Maceió), Cícero Sampaio (Aracaju), Elpídio Pimentel (Vitória), Múcio da Paixão (Niterói), Alcides Munhoz (Curitiba), Crispim Mera (Porto Alegre), Sebastião Fleury Curado (Goiás). Discutiu-se ainda a necessidade de suspensão das reuniões do mês de janeiro de 1927 e nomeação de um funcionário que faria às vezes de copista e zelador. Marcada para fevereiro a próxima Honra Literária.

{accordion title="1927"}

MARÇO

O Centro Matogrossense de Letras somente voltou a reunir ordinariamente a 13 de março, ocasião em que foi dado um voto de congratulação a João Cunha pela sai posse como Secretario do Interior, Justiça e Finanças do Estado. Aprovadas as contas e decidida a realização de um Festival lítero-musical em homenagem ao Presidente de honra do centro, D. Francisco de Aquino Corrêa, pelo seu ingresso como membro da Academia Brasileira de Letras.

 

AGOSTO

Em 15 de agosto,  em sessão ordinária, acusou-se a recepção de cartas de agradecimento dos eleitos  como sócios correspondentes, Mário Sette e Abdias Neves, e os de recusa do título por Cícero Sampaio, João Pinto da Silva.

Nessa data foi eleita a nova Diretoria:

Nova Diretoria
CargoOcupante
Presidente José de Mesquita
Vice-Presidente João Cunha
1º Secretario Philogonio de Paula Corrêa
2º Secretario Antonio Cesário de F. Neto
Tesoureiro Cesário Prado
Comissões Redação / Admissão de Sócios / Orçamento

Eleição de Alírio de Figueiredo como sócio efetivo, ocupando a Cadeira nº 19, vaga pela demissão de José Magno, cuja posse ficou marcadas para 10 de setembro, e designado para recepcioná-lo, Antonio Cesário de Figueiredo Neto.

 

SETEMBRO

A 07 de setembro ocorreu a posse da Diretoria eleita.

 

DEZEMBRO

Na 39ª sessão ordinária, de 04 de dezembro, foi lido um oficio de Otávio Cunha comunicando ter assumido o cargo de Chefe de polícia e de Álvaro Pereira Jorge comunicando posse na Diretoria de Terras. Nessa ocasião foi aprovado o orçamento do centro. Propôs-se o nome de Severino Queiroz como sócio correspondente em Três Lagoas. Marcada a “Hora Literária” para 27 de dezembro, ocasião em que Isác Póvoas proferiria uma conferencia sobre Nuno de Andrade. Resolvido o dispêndio de verba para ereção de uma estátua em  homenagem a Santos Dumont.

{accordion title="1928"}

FEVEREIRO

Em 05 de fevereiro ficou aprovado o nome de Severino Ramos de Queiroz na categoria de sócio correspondente e marcado o elogio que José de Mesquita faria ao Patrono Couto Magalhães. Nessa ocasião foi distribuído o nº 13 da Revista Centro.

 

MARÇO

Em 26 de março foi inaugurado o retrato do Padre Ernesto Camilo Barreto, Patrono da Cadeira nº 5 e ofertado pelo ocupante Ovídio de Paula Corrêa. José de Mesquita, nessa reunião, proferiu um discurso homenageando Isác Póvoas por ter o mesmo assumido a direção do Liceu Cuiabano.

 

JUNHO

Em 03 de junho foi proposto o nome de Generoso Ponce Filho como sócio beneficente cuja renda seria revertida ao Hospital dos Lázaros de Cuiabá.

 

AGOSTO

Em 15 de agosto foi realizada a eleição da nova Diretoria:

Nova Diretoria
CargoOcupante
Presidente José de Mesquita
Vice-Presidente João Cunha
1º Secretario Philogonio de Paula Corrêa
2º Secretario Antonio Cesário de F. Neto
Tesoureiro Cesário Prado
Comissões Redação / Admissão de Sócios / Orçamento

 

SETEMBRO

A posse se deu a 16 de setembro tendo sido, nessa sessão, lido o relatório relativo ao ano anterior. Resolveu-se que a próxima Hora Literária, a qual seria dedicada à arte nova, ou seja, aos escritores da nova escola, momento em que seria proferido um elogio, por José de Mesquita, a seu Patrono, Couto Magalhães.

 

DEZEMBRO

Na sessão ordinária de 09 de dezembro do mesmo ano, deliberou-se sobre a próxima literária, a ser realizada em 06 de janeiro de 1929, ocasião em que José Vilá proferiria uma saudação ao Patrono de sua Cadeira, Amâncio Pulchério de França. Notificou-se, também, nessa sessão, sobre o andamento da Revista nº 15.

{accordion title="1929"}

MARÇO

A sessão seguinte ocorreu a 17 de março, quando foi marcada, para 17 de abril, a próxima Hora Literária, ocasião em que José Vilá e João Barbosa de Faria, profeririam elogios a seus Patronos, Amâncio Pulchério e Visconde de Taunay.

Nessa mesma sessão foi acusado recebimento do retrato de Frederico Prado, patrono da Cadeira nº 6, assim como da coleção de obras literárias doadas por  Cesário Prado.

 

JUNHO

Em 23 de junho foi comunicada a mudança da sede do Centro Matogrossense de Letras para o Seminário da Conceição. Nesse momento foi ainda marcada próxima Hora Literária para 14 de julho e anunciado o andamento dos trabalhos de impressão da revista nº 16.

 

AGOSTO

Como a todo 15 de agosto, realizaram-se as eleições para a nova Diretoria:

           Cargo

   Ocupante

Presidente

José de Mesquita

Vice-Presidente

João Cunha

1º Secretario

Philogonio de Paula Corrêa

2º Secretario

Palmiro Pimenta

Tesoureiro

Franklin Cassiano da Silva

Comissões

Redação / Admissão de Sócios / Orçamento

 

SETEMBRO

A sua posse ocorreu na sessão solene de 07 de setembro.

 

NOVEMBRO

A 01 de novembro foi marcada nova Hora Literária, a ser realizada em 24 de setembro.

Nessa ocasião foi nomeada uma Comissão para representar o Centro Matogrossense de Letras na chegada de D. Francisco de Aquino Corrêa.

{accordion title="1930"}

JANEIRO

Em 16 de janeiro foi acusado o recebimento de um oficio do sócio Augusto Cavalcanti comunicando mudança de residência para o Rio de Janeiro, momento em que sua Cadeira nº 9, Antonio Cesário de Figueiredo Neto.

 

MARÇO

Na 49ª sessão, de 30 de março, foram abertas inscrições para o preenchimento das Cadeiras de nº 5 e 15, por terem seus ocupantes transferido residência para fora de Cuiabá. Anunciado o termino da impressão da Revista nº 17. Proposta de admissão, como sócios correspondentes, de Álvaro Maia (Manaus), Antonio Tolentino de Almeida (Santo Antonio do Rio Abaixo) e de Luis Feitosa Rodrigues (Corumbá).

 

JUNHO

Na sessão extraordinária de 25 de junho procedeu-se às eleições para preenchimento das Cadeiras de nº 5, 9, 15 e 16, realizadas por escrutínio secreto, tendo sido preenchidas a seguinte maneira:       

Novos Membros
CadeiraOcupante
5 Nilo Póvoas
9 Francisco Ferreira Mendes
15 Maria Ponce de Arruda Muller
16 Olegário Moreira de Barros

 

AGOSTO         

Marcado para 15 de agosto a posse de Olegário de Barros e sido escolhido para recepcioná-lo Palmiro Pimenta. Nomeada uma Comissão para levar os agradecimentos ao Dep. Generoso de Siqueira pela brilhante justificativa do projeto que considerava o Centro Matogrossense de Letras como instituição de utilidade publica.

Comunicação dos entendimentos para mudança da sede.

A 15 de agosto de 1930, em sessão extraordinária,  foram recebidos os ofícios de agradecimentos, encaminhados por Maria de Arruda Muller e Francisco Alexandre Ferreira Mendes, pelas eleições. Nesta data foram realizadas eleições para a nova Diretoria:

Nova Diretoria
CargoOcupante
Presidente José de Mesquita
Vice-Presidente João Cunha
1º Secretario Philogonio de Paula Corrêa
2º Secretario Palmiro Pimenta
Tesoureiro Franklin Cassiano da Silva
Comissões Redação / Admissão de Sócios / Orçamento

Comunicação da mudança de endereço da sede do Centro para a rua Joaquim Murtinho. Marcada a posse da nova Diretoria para 7 de setembro, em sessão extraordinária.

 

OUTUBRO

Na 51ª sessão ordinária, de 18 de outubro, foi recebido um oficio de Nilo Póvoas agradecendo sua eleição para a Cadeira nº 5 r propostos, como sócios correspondentes, no Rio de Janeiro, Henrique Soído e, em Campo Grande, Arnaldo Serra, assim como aprovadas as contas da gestão anterior.

 

DEZEMBRO

Em 28 de dezembro foram aprovados os nomes de Henrique Soído e de Luis  Feitosa para sócios correspondentes, assim como ficou marcada para 26 de janeiro de 1931 a posse de Maria Ponce de Arruda Muller,  tendo sido designado para recepcioná-la Philogonio de Paula Corrêa. Nessa mesma sessão foi saudado Francisco Ferreira Mendes que, pela primeira vez, participava das reuniões.

{accordion title="1931"}

nossa historia casa barao

 

MARÇO

A 08 de março foi aprovada a admissão, como sócios correspondentes de Antônio Tolentino de Almeida e de Arnaldo Serram. Foi ainda, declarada vaga a Cadeira nº 11, por ter seu ocupante, Manuel Pais de Oliveira, passado a sócio correspondente. Marcado para 30 de abril a posse de Nilo Póvoas, tendo sido Franklin Cassiano da Silva designado para recepcioná-lo.

 

JUNHO

Em sessão extraordinária, de 24 de junho, foi inaugurada a nova sede do Centro Matogrossense de Letras, junto à Casa Barão de Melgaço. Nessa ocasião foi lavrado o seguinte documento:

 

 

“Ata de inauguração da sede do Centro Matogrossense de Letras na Casa Barão de Melgaço

 

Aos vinte e quatro dias do mês de junho do ano de mil novecentos e trinta e um, às nove horas, na casa “Barão de Melgaço”, sito à rua do mesmo nome, numero cento e setenta e sete, presentes o Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Arcebispo Dom Aquino Corrêa, o Presidente de honra do “Centro” e efetivo do Instituto Histórico de Mato Grosso, o Excelentíssimo Senhor Leônidas de Matos, Secretario Geral do Estado, representando o Excelentíssimo Senhor Dr. Interventor  Federal, a Diretoria do “Centro” e do “Instituto”, latas autoridades e Excelentíssimas famílias e mais convidados, foi aberta a sessão pelo Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Dom Aquino, que declarou instalada a sede definitiva do “Centro”, na mesma casa, cedida pelo Estado, em virtude do Decreto numero um, de 23 de novembro de mil novecentos e trinta e escritura pública de quinze de abril ultimo.

Usou da palavra o Excelentíssimo Senhor Desembargador José de Mesquita, Presidente do “Centro” e orador oficial do “Instituto”, que proferiu uma oração alusiva ao ato, seguindo-se a execução da “honra literária” organizada pelo “Centro” para comemorar o evento.

Falou ainda o Excelentíssimo Senhor Doutor Leônidas de Matos que, pelo governo, se congratulou com as sociedades por aquele acontecimento, encerrando a sessão o Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Presidente de Honra.

E nada mais havendo a tratar, eu, Palmiro Pimenta, segundo secretario do “Centro” fiz lavrar a presente que lida vai assinada por todos os presentes.

Francisco, Arcebispo de Cuiabá
Leônidas de Matos
José de Mesquita
Philogonio de P. Corrêa
(seguem demais assinaturas)”.

 

AGOSTO

Em 15 de agosto, igualmente em sessão extraordinária, procedeu-se às eleições para nova Diretoria, a qual ficou assim constituída:

Nova Diretoria
CargoOcupante
Presidente José de Mesquita
Vice-Presidente Palmiro Pimenta
1º Secretario Philogonio de Paula Corrêa
2º Secretario Alírio de Figueiredo
Tesoureiro Franklin Cassiano da Silva
Comissões Redação / Admissão de Sócios / Orçamento

           

Nessa mesma sessão foi preenchida a Cadeira nº 11, patrocinada por José Barbosa de Sá e ocupada por Manuel Pais de Oliveira, que passou para sócio correspondente, tendo sido indicado, para ocupar a vaga, Leônidas Antero de Matos.

 

SETEMBRO

A posse da nova Diretoria se deu a 07 de setembro.

 

OUTUBRO e NOVEMBRO

Em sessão ordinária, de 16 de outubro, foi marcada, para 19 de novembro a posse de Leônidas Antero de Matos, devendo recepcioná-lo Francisco Alexandre Ferreira Mendes.

{accordion title="1932"}

nossa historia simbolos

 

MAIO

Em 19 de maio aprovou-se o orçamento da instituição, tendo sido nomeada uma Comissão para emitir parecer sobre o acordo ortográfico. Discutida, ainda, a possibilidade de transformação do centro em Academia Matogrossense de Letras.

 

AGOSTO

Em sessão extraordinária de 15 de agosto foi aprovada a transformação proposta em reunião anterior, tendo sido eleita a primeira Diretoria da Academia Matogrossense de Letras:

Primeira Diretoria AML
CargoOcupante
Presidente José de Mesquita
Vice-Presidente Palmiro Pimenta
1º Secretario Philogonio de Paula Corrêa
2º Secretario Francisco Alexandre F.Mendes
Tesoureiro Franklin Cassiano da Silva
Comissões Redação / Admissão de Sócios / Orçamento

           

SETEMBRO

A nova Diretoria tomou posse em sessão de 07 de setembro, tendo, Maria Ponce de Arruda Muller, recebido as congratulações por ter, pela primeira vez, participado das reuniões.

A primeira Ata da sessão solene de instalação oficial e posse da primeira Diretoria da academia Matogrossense de Letras, assim registrou este momento:

 

icone pdf 100

 

OUTUBRO

A 22 de outubro foram aprovadas as contas do Centro e nomeado uma Comissão para elaboração do anteprojeto dos Estatutos da Academia Matogrossense de Letras, assim como para a alteração do nome da Revista. Nessa mesma sessão discutiu-se o aumento dos vencimentos do zelador e sobre a próxima Hora Literária, marcada para novembro. Nomeação de uma Comissão de boas-vindas ao Vice-Presidente Palmiro Pimenta. Proposição de Nilo Póvoas sobre a nomeação de “acadêmicos” aos sócios.

Com a constituição da academia Matogrossense de Letras, o número de Cadeiras sofreu uma adição. Num primeiro momento, elas passaram de 24 para 30, quando foram escolhidos seis Patronos novos, sendo mantidos os 24 do período de criação. Nessa transposição, a numeração das Cadeiras sofreu uma alteração. Se nas 24 Cadeiras a ordem respeitada fora à alfabética por Patrono, quando elas se transformam em 30, a numeração teve por base a antiguidade do patrono:

30 Cadeiras
CadeiraPatronoOcupante
01 José Barbosa de Sá Manoel Paes de Oliveira
Leônidas Antero de Matos
Benjamin Duarte Monteiro
02 Ricardo Franco de Almeida Serra Miguel Carmo de Oliveira Mello
03 Padre José Manoel da Siqueira D. Francisco de Aquino Corrêa
04 Cônego José da Silva Guimarães Manuel Xavier Pais Barreto
Alcindo de Camargo
Maria de Arruda Muller
05 Luís d’Alincourt Antonio Fernandes de Souza
06 Prudêncio Giraldes T. da Veiga Cabral Palmiro Pimenta
07 Barão de Melgaço Estevão de Mendonça
08 Padre Ernesto Camilo Barreto Leovegildo Martins de Melo
Ovídio de Paula Corrêa Nilo Póvoas
09 Joaquim Mendes Malheiros Augusto Cavalcanti de Melo
Francisco A. Ferreira Mendes
10 Antônio Augusto Ramiro de Carvalho Franklin Cassiano da Silva
Ulisses Cuyabano
11 João Severiano da Fonseca Carlos Gomes Borralho
12 Francisco Antonio Pimenta Bueno José M. da S. Pereira
Alírio Cesário de Figueiredo
13 José Vieira Couto de Magalhães José B. de Mesquita
14 José Estevão Corrêa Philogonio de Paula Corrêa
15 Visconde de Taunay João Barbosa de Faria
16 Aquilino Leite do Amaral Coutinho Ovídio de Paula Corrêa
17 Amâncio Pulchério de França José Raul Vilá
18 Joaquim Duarte Murtinho Joaquim Gaudie de Aquino Corrêa
Oscarino Ramos
19 José barnabé de mesquita (Sênior) Ana Luiza Prado Bastos
20 Caetano Manuel de Faria Albuquerque Severino Ramos de Queiroz
21 Antonio Corrêa da Costa Virgílio Alves Corrêa Filho
22 Manuel Esperidião da Costa Marques Otávio da Cunha Cavalcanti
23 José Delfino da Silva Lamartine Ferreira Mendes
24 Francisco Catarino Teixeira de Brito Ana Luiza Prado Bastos
Isác póvoas
25 José Tomás de Almeida Serra Ulysses Cuyabano
Antônio Cesário de Figueiredo Neto
Olegário Moreira de Barros
26 Pedro Trouy Luis Feitosa Rodrigues
27 Antônio Vieira de Almeida Cesário Corrêa da Silva Prado
28 Frederico Augusto Prado de Oliveira João Cunha
Amarílio Novis
29 Antônio Tolentino de Almeida Antônio Cesário de Figueiredo Neto
30 Padre Armindo Maria de Oliveira Rosário Congro

{accordion title="1944 - 40 Cadeiras"}

Num segundo momento, mais especificamente em 1944, a academia Matogrossense de Letras, seguindo a mesma linha adotada pela Academia Brasileira de Letras, adicionou mais 10 Cadeiras, passando o quadro de acadêmicos a ser de 40.

Com essas alterações, 10 novos Patronos foram escolhidos, tendo as Cadeiras originais do Centro matogrossense de Letras e as de 1940 – sofrido alteração apenas em seus números respeitando, e mantendo os antigos Patronos:

 

40 Cadeiras
CADEIRA do Centro
Matogrossense de Letras
(1921-1940)
CADEIRA da Academia
Matogrossense de Letras
(1940-1943)
CADEIRA da Academia
Matogrossense de Letras
(a partir de 1944)
PATRONO
Mantidos os mesmos
01 17 25 Amâncio Pulchério
02 21 29 Antônio Corrêa da Costa
03 07 11 Barão de Melgaço (Augusto Leverger)
04 13 19 José Vieira Couto de Magalhães
05 08 14 Ernesto Camilo Barreto (Padre)
06 24 32 Francisco Catarino Teixeira de Brito
07 28 38 Augusto Frederico Prado de Oliveira
08 11 17 José Severiano da Fonseca
09 09 15 Joaquim Mendes Malheiros
10 18 26 Joaquim Murtinho
11 01 01 José Barbosa de Sá
12 23 31 José Delfino da Silva
13 14 20 José Estevão de Mendonça
14 03 04 José Manuel de Siqueira (Padre)
15 04 07 José da Silva Guimarães (Cônego)
16 25 34 José Tomás de Almeida Serra
17 05 08 Luís D’Alincourt
18 22 30 Manuel Esperidião da Costa Marques
19 12 18 Francisco Antônio Pimenta Bueno
20 10 16 Antônio Ramiro de Carvalho
21 02 03 Ricardo Franco de Almeida Serra
22 06 10 Prudêncio Giraldes Veiga Cabral
23 27 37 Antônio Vieira de Almeida
24 15 22 Visconde de Taunay
- 16 24 Aquilino Leite do Amaral Coutinho
- 19 27 José Barnabé de Mesquita Sênior
- 20 28 Caetano Manuel de Faria e Albuquerque
- 26 36 Pedro Trouy
- 29 39 Antônio Tolentino de Almeida
- 30 40 Armindo Maria de Oliveira
- - 02 Joaquim da Costa Siqueira
- - 05 Antônio Pires da Silva Pontes
- - 06 Francisco José de Lacerda e Almeida
- - 09 D. José Antônio dos Reis
- - 12 Antônio Cláudio Soído
- - 13 Antônio Corrêa do Couto
- - 21 Manuel Peixoto Corsino do Amarante
- - 23 Antônio Gonçalves de Carvalho
- - 33 Mariano Ramos
- - 35 Joaquim Pereira Ferreira Mendes

 

Veja a realidade contemporânea. LINK

{/accordions}

 

 

nossa historia cadeiras